terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Por Ethieny Karen (Ecoa – Ecologia e Ação) 


O Cerrado constituiu cerca de 24% do território brasileiro, sendo o segundo maior bioma do Brasil. De todas as savanas o Cerrado é o mais rico em espécies vegetais – cerca de 11 mil. 


O Pantanal é formado por biomas de outras regiões do Brasil e da América Latina. 


Devido a este vasto recurso, podemos encontrar vários frutos deliciosos e nutritivos. 


Alguns frutos que podem ser encontrados são: 


Guavira 


Bocaiúva 


Pequi  

Laranjinha-de-pacu o

 Jatobá 

Baru 

 Jenipapo

 Mangaba 

Por Ethieny Karen (Ecoa – Ecologia e Ação) O Cerrado constituiu cerca de 24% do território brasileiro, sendo o segundo maior bioma do Brasil. De todas as savanas o Cerrado é o mais rico em espécies vegetais – cerca de 11 mil. O Pantanal é formado por biomas de outras regiões do Brasil e da América Latina. Devido a este vasto recurso, podemos encontrar vários frutos deliciosos e nutritivos. Alguns frutos que podem ser encontrados são: Guavira Nome científico: Campomanesia spp Guavira4 Foto: Arquivo Ecoa A guavira é o símbolo de Mato Grosso do Sul, rica em vitamina C – vinte vezes mais do que a laranja –, além de magnésio, fósforo, cálcio, potássio, zinco e óleos essenciais. Faz parte da família Myrtaceae. Sua frutificação ocorre entre novembro e janeiro. A coloração da fruta é verde e amarela e é conhecida como fruta da resistência, pois apenas depois de uma estiagem e uma chuva, é que aparece o guaviral nativo. O pé de guavira vem desaparecendo ao longo dos anos, devido ao desmatamento do Cerrado. Bocaiúva Nome científico: Acrocomia aculeata Foto: Jean Fernandes Foto: Jean Fernandes Conhecida como bocaiuva, macaúba, coco-baboso, coco-de-espinho, e etc. O fruto é importante para a fauna nativa, pois alimenta araras, cotias, capivaras, emas, antas e outros animais. Sua árvore pode chegar até 20m de altura e suas folhas podem chegar até 5m de comprimento, apresenta flores e frutos que chegam a pesar 60 quilos. Dão frutos quando alcança entre três a cinco anos de idade. Ela é rica em vitamina A, E e C, Ômega 3, 6 e 9. Sua frutificação ocorre entre setembro e outubro. O óleo da amêndoa pode ser utilizado em cosméticos e margarinas. Estudos desenvolvidos no Brasil pesquisam como transformar a bocaiuva em uma fonte de combustível. Pequi Nome científico: Caryoca brasiliense Foto: Jaboticaba via Freepik Foto: Jaboticaba via Freepik O pequi, “casca espinhenta” na língua indígena, é consumido por várias regiões do Brasil. O fruto maduro é de cor verde, e possui em seu interior um caroço revestido por uma polpa macia e amarelada – sendo a parte comestível da fruta. Sua frutificação ocorre entre dezembro e fevereiro. Sua polpa pode ser consumida pura, cozida ou misturada com arroz e outros alimentos. Seu gosto forte pode ser agradável ou desagradar os consumidores. A castanha torrada do pequi também é comestível. Laranjinha-de-pacu Nome científico: Pouteria glomerata Foto: Paulo Robson de Souza Foto: Paulo Robson de Souza Conhecida como laranjinha, moranguinha, parada ou laranjinha-de-pacu. Possui altas doses de antioxidante (rica em vitamina C), ferro – mais do que um bife de fígado – e cobre. Popularmente é utilizada na prevenção de anemia e ainda no combate ao envelhecimento. Também é usada como isca para peixes. Sua frutificação ocorre entre fevereiro e junho. Possui um perfume agradável, suave e adocicado, já seu sabor é azedo devido a baixa percepção de açúcares – pode ser comparada ao tamarindo. A laranjinha-de-pacu pode ser consumida in natura (a fruta) e sua polpa pode ser utilizada em sucos, sorvetes, geleias e caldas. Sua casca tem coloração esverdeada ou amarelada e sua polpa é bege claro. Jatobá Nome científico: Hymenaea courbaril Foto Giselda Person/TG via G1 Foto Giselda Person/TG via G1 Por ter sido utilizado em momentos de meditação dos povos indígenas, o jatobazeiro se tornou um patrimônio nacional. A origem de seu nome é tupi e significa “árvore com frutos duros”. A árvore tem amadurecimento lento, mas pode chegar a 40m de altura. Seu período de frutificação ocorre de junho a agosto. O jatobá é um fruto com casca dura e marrom, sua polpa é um pó verde com odor forte. Tanto a casca quanto o pó podem ser consumidos. O fruto do jatobá é fonte de vitamina C e minerais como ferro, fósforo, potássio, magnésio e cálcio. Sua polpa é indicada para pessoas com alto grau de anemia. Baru Nome científico: Dipteryx alata Foto: Lilian Brandt via Cerratinga Foto: Lilian Brandt via Cerratinga Baru ou cumbaru é um fruto que oferece muitos benefícios a saúde, principalmente para o coração. A alimentação diária dessa castanha pode ajudar a diminuir a taxa de colesterol total. Além de ser rica em ômega-6 e 9, zinco, ácido graxos, proteínas, fibras, minerais e ferro. Seu fruto é um legume lenhoso, de cor castanha, com uma única amêndoa comestível. Sua amêndoa pode ser consumida crua ou torrada e contém um alto valor nutricional. A frutificação do baru ocorre de outubro a dezembro. Infelizmente, o baruzeiro está em perigo de extinção devido ao desmatamento do Cerrado, a extração predatória e a alta qualidade da madeira do baru. Jenipapo Nome científico: Genipa americana L. Foto: Paulo Pedro P.R. Costa Foto: Paulo Pedro P.R. Costa Jenipapo, vem do Tupi-guarani e significa fruta que mancha ou para pintar. A polpa do fruto quando extraída contém um líquido que se assemelha a água, mas em contato com o ar oxida e vira uma tinta entre azul escuro ou preta. Os índios pintavam o corpo com o líquido, protegendo-se também de mosquitos. O jenipapo se assemelha a um figo, entretanto é um pouco maior. Seu fruto é ácido se consumido ao natural, mas é utilizado na produção de licor, doces, quinino, vinho e outros. Sua polpa é marrom clara, com numerosas sementes pardas. Tem gosto doce e ácido, é suculenta e apresenta odor forte. A frutificação do jenipapo ocorre entre outubro e fevereiro. Rico em riboflavina e ferro, a vitamina B2 necessária para a formação de hemácias, produção de anticorpos e prevenção da catarata. Mangaba Nome científico: Hancornia speciosa Foto: Jean Nacimento via Ficklr Foto: Jean Nascimento via Flickr A Mangaba é encontrada em toda região do Brasil. A mangabeira é muito resistente a terrenos áridos e com pouco nutrientes. Seu fruto em tupi significa “coisa boa de comer”, possui uma polpa branca cremosa levemente leitosa e ácida e contêm sementes achatadas no interior da polpa que são muito saborosas. Rica em Vitamina A e C, B1, B2, além de ferro, fósforo, cálcio, proteínas e fibras. Durante o mês de outubro a dezembro ocorre a sua frutificação. Pode ser consumida crua ou em forma de geleias, sucos, sorvete, polpas, licores e doces. Referência https://mixologynews.com.br/02/2018/mixologia/guavira-o-fruto-do-pantanal/ – Mixologynews http://www.cerratinga.org.br/ – Cerratinga http://pirenopolis.tur.br/turismo/gastronomia/regional/pequi – Portal do Turismo de Pirenópolis https://www.portalsaofrancisco.com.br/alimentos/jenipapo – Portal São Francisco https://www.mundoboaforma.com.br/11-beneficios-da-fruta-mangaba-para-que-serve-e-propriedades/ – Mundo Boa Forma Confira também Você conhece a laranjinha de Pacu? O cerrado e os frutos da infância Jardim Botânico mantém banco de sementes de espécies do Cerrado UFMS realiza oficina com comunidades pantaneiras sobre a valorização de frutos do Cerrado e Pantanal Estratégias Políticas para o Cerrado 4ª edição da Feira Agroecológica do Cerrado Conexões entre negócios comunitários sustentáveis – Oficina realizada em Cuiabá reúne mais de 20 organizações Frutos do Pantanal e Cerrado são destaque em Congresso Internacional de Nutrição Funcional Plataforma online para monitorar o Cerrado Corredor extrativista Cerrado-Pantanal: Mapa São Francisco e Paraguai-Mirim Trabalho coletivo e conservação ambiental - Mulheres extrativistas do Cerrado e Pantanal compartilham suas experiências na Bolívia Cerrado perdeu mais de 6,6 mil km² de vegetação nativa Plantas Pequenas do Cerrado: Biodiversidade Negligenciada A força das mulheres pantaneiras - conquistando espaços e representatividade em seus territórios Empresas de soja dão passo relevante para a proteção do Cerrado Boas intenções não são suficientes: Cerrado precisa de moratória da soja Por que precisamos falar sobre as maneiras saudáveis de alimentar o mundo Conservando e gerando renda com o baru - uma riqueza do Cerrado Com raízes na Ecoa, Centro de Produção do Cerrado expande extrativismo sustentável No Cerrado, extrativismo do baru promove conservação ambiental e independência financeira de mulheres cerrapan - mulheres produtoras - frutos nativos - cerrado e pantanalConheça os produtos e comunidades da Rede CerraPan Mulheres do Projeto Bocaiuva participam da Feira Povos do Cerrado Compartilhar:


Frutos do Pantanal e Cerrado

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Chapada dos Veadeiros - Goiás (YOUTUBE)


sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

 CerradoCaracterísticas do Cerrado: - presença marcante de árvores de galhos tortuosos e de pequeno porte; - as raízes destes arbustos são profundas (propriedade para a busca de água em regiões profundas do solo, em épocas de seca); - as cascas destas árvores são duras e grossas; - as folhas são cobertas de pêlos; - presença de gramíneas e ciperáceas no estrado das árvores. - os principais arbustos encontrados no cerrado são: pau-santo, pequi e lixeira.O cerrado é uma vegetação típica de locais com as estações climáticas bem definidas (uma época bem chuvosa e outra seca) e regiões de solo de composição arenosa. 

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

TOCANTINS - Jalapão: para quem gosta de ecoturismo e muita aventura (Divulgação: Painel do Professor Paim)

domingo, 6 de janeiro de 2019

Globo Repórter 13/05/2016-JALAPÃO TOCANTINS(matéria completa ...